Canelite: como tratar?
A canelite é responsável por 60% das dores nas pernas de corredores.
Popularmente chamada de canelite, a síndrome de estresse do medial
tibial costuma ser um tormento para muitos corredores iniciantes - e, em
alguns casos, também para os mais experientes.
É um processo inflamatório
que ocorre na membrana que envolve o osso da canela - a tíbia -,
a lesão pode ter relação com vários fatores: excesso de atividade,
corrida em superfícies duras (asfalto, por exemplo), uso de calçados com
sistema de amortecimento inadequado, entre outros problemas ligados a
impacto.
A CANELITE:
Tratamento
A canelite tem que ser olhada com um cuidado especial, já que pode
desenvolver problemas mais sérios. Além do habitual incômodo na região
logo acima ao tornozelo durante a prática da atividade física, a
canelite pode causar uma fratura por stress num estágio mais avançado,
garante o ortopedista Ricardo Cury, presidente da Sociedade Brasileira
de Cirurgia do Joelho.
No tratamento inicial deve ser feito:
-Bolsa de gelo no local por 20 minutos de 2 a 3 vezes por dia.
-Trocar o tênis por um específico para sua pŕatica esportiva.
-Alongamentos da parte da frente e de trás da perna, mantenha por 30 segundos e repita 3 vezes em cada perna.
O tratamento de uma dor crônica (que já dura mais de 3 meses) é com antiinflamatório (indicado por um médico), medicamentos para alívio da dor,
fisioterapia, alongamentos ou, caso persista, a parada e uma
reorientação dos treinos. Existe uma melhora do sintoma com essas
medidas. Curado, em seguida, vale levantar os fatores que causaram o
problema, para que ele não retorne.
Evite o uso de palmilhas, que pode agravar a dor, sobrecarregando a parte anterior da perna.
Tempo de recuperação
O tempo de recuperação vai depender de como o organismo de cada corredor vai reagir. No
entanto, segundo o ortopedista, a média da recuperação desse tipo de
lesão é de cerca de três semanas, enquanto a fratura por stress pode
levar até mais de um mês e meio e, em casos mais extremos, necessitar do
tratamento cirúrgico.
| Causas | Tratamento | Nos treinos | |||
| Excesso de atividade | Alongamentos | Corridas mais curtas: nova planilha | |||
| Treinos em superfícies duras | Fisioterapia | Passar gelo na tíbia após a atividade | |||
| Calçados com sistema de amortecimento inadequado | Uso de medicamentos e antiinflamatórios | Mudança de superfície (treinar na terra ou na grama, por exemplo) | |||
| Problemas ligados a impacto em geral | Suspensão de treinos em alguns casos | Uso de tênis específico para o tipo de pisada (neutra, supinada ou pronada) |
Retorno
A volta aos treinos, no caso de parada, também requer uma atenção. Em
alguns casos, a dor volta junto com a corrida, e o atleta deve estar
atento. Dicas como o uso de palmilhas ortopédicas e a procura por um
tênis específico para o seu tipo de pisada (neutra, supinada ou pronada)
costumam ser boas saídas. Além do mais, a planilha deve sofrer alguma
mudanças, com atividades com menos impacto.
O aquecimento e alongamentos antes de praticar a atividade é essencial . Também é importante tentar mudar o terreno e o local
da corrida. Se está numa superfície dura, é bom ir para um lugar mais
macio, como gramado, terreno de terra batida e areia. Além disso, não
deve persistir com a dor.
Pode-se continuar fazendo uso do gelo no local durante 20 minutos para aliviar o incômodo. Alongamento também é
bastante útil.
Se a dor persistir, é necessário procurar um tratamento mais específico.
Fontes:http://globoesporte.globo.com
http://inside.nike.com

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