Síndrome da Trato Iliotibial (STIT)
Eu tive dois novos pacientes nesta semana com dor lateral do joelho devido a um de um aumento de carga no treino, sendo que um deles era personal trainer. O diagnóstico de ambos foi síndrome de fricção do Trato Iliotibial. Essa lesão ocorre 1,2-12% dos corredores e também é comum em ciclistas.
A banda ílio-tibial desce pela face lateral da coxa. É mais fibrosa do que um músculo e é formada por componentes a partir dos músculos Glúteo Máximo e Tensor da Fáscia Lata (TFL). Ela se insere na face lateral da parte superior tíbia.
O que ocorre é a fricção da banda iliotibial com o trato gerando uma resposta inflamatória seguida de dor na parte lateral do joelho.
A dor é muitas vezes pior em descidas íngrimes e tende a desaparecer quando o atleta pára de correr. A parte distal do Trato Iliotibial é geralmente doloroso ao toque e pode ser espessada em casos crônicos.
| Locais da dor em vermelho |
Tratamento
A segunda é a Kinesiology taping, que eu não achei ser tão eficaz, mas parece funcionar bem para algumas pessoas e é bastante fácil de aplicar.
Boa sorte!
Existem poucos estudos de boa qualidade sobre como prevenir a síndrome e como tratá-la. Ellis et al (2007) tentou uma revisão sistemática de ensaios clínicos para esse condição e identificou apenas quatro tratamentos com bons resultados.
Tal como acontece com todas as condições desportivas, diagnóstico correto e tratamento adequado deve ser feito por profissionais qualificados.
Os principais tratamentos para esta condição são:
a) Descansar da atividade que agrava o quadro. Muitas vezes, é necessário um período de suspensão da atividade física.
b) Reduzir a inflamação: gelo, gel anti-inflamatório (aplicado e massageado localmente) ou anti-inflamatório prescrito pelo médico.
c) Corrigir o desequilíbrio muscular Muitas vezes, o Trato Iliotibial está encurtado e sobrecarregado porque o glúteo médio, não está sendo ativado para o controle lateral do quadril. Sendo assim, o glúteo médio precisa ser reforçado com exercícios específicos para realizar bem sua função. O glúteo máximo pode também estar hipoativo. Outra condição freqüentemente co-existe é a dor Patelo-Femoral e o VMO.
Essas condições devem ser avaliadas por um profissional qualificado.
d) Strapping ou Taping- há dois tipos principais de técnicas para esta condição. A primeira é Taping de McConnell para dor patelo-femoral, onde a patela é puxada medialmente. Isto pode alterar o alinhamento do Trato Iliotibial distalmente (que se insere na laterais patela através do retináculo lateral) e alterar o ponto de atrito. Veja aqui:
A segunda é a Kinesiology taping, que eu não achei ser tão eficaz, mas parece funcionar bem para algumas pessoas e é bastante fácil de aplicar.
Além disso, ainda acrescento:
e) Corrigir quaisquer problemas de funcionamento, tais como sobrecarga de impacto no calcanhar, calçados inadequados ou velho, movimento excessivo na vertical e os pés que ultrapassem a linha média do corpo.
f) Massagem e alongamentos (lembre-se que o Trato Iliotibial tem poucos receptores de estiramento e
é, portanto, difícil de se sentir um bom alongamento).
Boa sorte!
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