Malhação terapêutica no Câncer
Oncologistas e fisiatras garantem que fazer exercícios não só é seguro e possível, como também ajuda a melhorar a resposta ao tratamento, a disposição e a qualidade de vida do paciente.
Entre os principais benefícios, garantem, estão:
- melhora da autoestima;
- controle do peso;
- diminuição do risco de desenvolver depressão e náuseas;
- melhora do humor;
- e combate da fadiga e da caquexia (síndrome multifatorial caracterizada pela perda contínua de massa muscular, com ou sem a presença de perda de gordura).
“A prática de exercícios ajuda a melhorar a capacidade física e permite ao paciente maior independência para atividades cotidianas, beneficiando o tratamento e a recuperação da saúde. Por isso, é importante que os oncologistas orientem seus pacientes para que se exercitem”, diz a fisiatra Christina Brito, coordenadora o Serviço de Reabilitação do Instituto do câncer do estado de São Paulo (Icesp).
De acordo com Christina, no momento do diagnóstico da doença, a boa condição física ajuda o paciente a aceitar mais facilmente o tratamento, o que
é considerado positivo do ponto de vista psicológico a continuidade das atividades durante o tratamento auxilia na redução de alguns efeitos colaterais da terapia. “Com os exercícios físicos, trabalhamos em importantes frentes contra a doença, incluindo o manejo da dor e o combate à fadiga crônica, manifestação que acomete 90% dos pacientes com qualquer tipo de câncer”.
A especialista lembra que, no caso de tumores de mama e cólon, estudos científicos comprovam que os exercícios, além de colaborarem no tratamento, diminuem as chances de recidiva.
A médica ressalta que outro aspecto importante é o aumento da eficiência metabólica e energética do corpo, reduzindo assim a ação dos carcinógenos. Segundo ela, para cada paciente é criado um programa de exercícios, levando em conta suas necessidades terapêuticas e condição clínica.
Entre os muitos pacientes que já tratou com bons resultados, Christina, também coordenadora médica de Serviço de Reabilitação do Hospital Sírio-
-Libanês (SP), cita um homem de 60 anos com câncer de pulmão, que chegou bastante fragilizado, com sedentarismo crônico, dor, fadiga e distúrbios do sono. Após três meses de acompanhamento, sua qualidade de vida melhorou significativamente.
Exercícios na receita médica
Criado há cinco anos pelo American College of Sports Medicine (considerada a maior organização de medicina esportiva e ciência do exercício do mundo) e pela American Medical Association, a ação foi implantada em parceria com o Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs).
O programa consiste na capacitação dos profissionais em relação à inclusão da atividade física na rotina de condutas terapêuticas para tratamento e recuperação de doenças crônicas, entre elas o câncer.
Além de prescrever a atividade física, o médico também deve indicar o paciente a um profissional de educação física. Inicialmente, o programa ocorre na capital, mas deve ser ampliado para as demais cidades paulistas, por meio de uma rede virtual de capacitação. A ideia é levar, no futuro, a ação para todo o Brasil. A logística para que isso aconteça será discutida com o Ministério da Saúde.
Leia a notícia na íntegra no site do INCA.
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