Guia para atletas do voleibol - Tendinite patelar ou joelho de saltador

O tendão patelar se localiza logo abaixo da rótula do joelho e faz a ligação com  a perna com o osso chamado tíbia. A tendinite patelar, também conhecida como joelho de saltador é a inflamação deste tendão provocando dor.

Os saltos são os maiores causadores nas lesões do joelho nos voleibolistas, sendo que a fase de impulsão é a que mais sobrecarrega a musculatura ao redor do joelho. Neste momento é que ocorrem a maioria das lesões das jogadoras, principalmente na cortada.

A lesão do ligamento cruzado anterior no voleibol é comum no agachamento profundo do contramovimento do bloqueio ou da cortada. Ocorrendo com mais frequência na zona de ataque.
 
Prevenção

Devido a repetição dos saltos há um desequilíbrio entre a musculatura, onde a musculatura anterior (quadríceps) fica mais forte do que a posterior (isquiotibiais), proporcionando risco de lesão no joelho. 
Para reverter este fato recomenda-se um trabalho de compensação através de exercícios de alongamento para a parte anterior e de força nos músculos posteriores , acelerando o processo de reabilitação.
  
 Exercícios que podem ser usados como tratamento

O tratamento da tendinite patelar segue as diretrizes gerais do tratamento das tendinites e tendinopatias.

Logo após a lesão do tendão, o corpo inicia o processo de recuperação. A recuperação acontece, sempre, em três fases.
  •   Fase inflamatória – Do 1º ao 5º dia.
  •   Fase de reparo dos tecidos -   De 3 a 4 semanas após a lesão. 
Alongamentos                                       Fortalecimento

    
 
















Pode ser feito com caneleira.
 

















  • Fase de remodelação dos tecidos – Após 4 semanas da lesão.  

Na fase de remodelação você deve estar sem quadro de dor e pode fazer alongamentos ajoelhado, porém coloque algo acolchoado embaixo do joelho:

Alongamentos                                       Fortalecimento
 
 
 






 


 













Durante a recuperação da lesão, cada fase exige um tratamento específico. Se houver falha em qualquer uma dessas etapas , a recuperação da lesão fica comprometida, o reparo do tendão  torna-se inadequado e ineficaz. Ocorrem mudanças patológicas crônicas. Ou seja, o tendão não se recupera totalmente e o indivíduo pode voltar a sofrer novas lesões. 

Até a próxima!

 

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