Atletas e a distensão na panturrilha

Os estiramentos musculares figuram entre as lesões mais comuns registradas nos membros inferiores no esporte e resultam em tempo de afastamento significativo dos treinamentos, além de dor, limitação funcional e redução do rendimento esportivo.

A distensão é uma lesão na qual fibras musculares ou tendões são estirados ou rompidos; no caso da panturrilha, a lesão é nos músculos e tendões atrás da perna, abaixo do joelho.


Na panturrilha, os músculos gastrocnêmios medial e lateral, seguidos pelo sóleo são os mais envolvidos. Estes músculos realizam movimentos combinados de flexão do tornozelo, contribuem para o movimento de flexão do joelho e realizam a frenagem da extensão do tornozelo durante a corrida (contração excêntrica). A localização anatômica mais comum dos estiramentos musculares é a transição músculo-tendão do gastrocnêmio medial.

O estiramento pode ocorrer durante alguma atividade física, que exija imenso esforço de flexão plantar dos tornozelos e pés. Pode acontecer durante a corrida, o salto ou uma arrancada.
Classificação

A distensão muscular é classificada em graus que relacionam o grau de distensão das fibras, sendo elas:
  • Primeiro grau: há pouco dano muscular e não há restrição aos movimentos;
  • Segundo gau: há maiores danos e inchaço; Geralmente, quanto mais dói, maior é a área do tecido muscular distendida.
  • Terceiro grau:  inchaço localizado, tensão aumentada do tecido ao redor e presença de um defeito (área de depressão local) visível ou palpável. Precisa ser tratado por um especialista, para ajudá-lo a superar a dor e o perigo de um dano maior se não houver a reabilitação apropriada e com paciência.
Tratamento

Quando acontece uma distensão, o repouso do músculo afetado deve ser o procedimento número um. Se continuar a movimentá-lo pode agravar a lesão e aumentar a dor. É preciso colocar gelo no local o mais rápido possível, para diminuir a dor, a inflamação e o sangramento interno.

O tratamento poderá incluir:

• Medicamentos sob prescrição: analgésicos, antiinflamatórios e miorrelaxantes.

• Crioterapia na fase aguda: compressão do local da lesão com bolsas de gelo durante 30 minutos, com freqüência de 3/3 horas, durante os dois primeiros dias.

• Elevação do membro acometido para uma drenagem mais eficiente do edema ou hematoma colocando um travesseiro sob ela. 

• Repouso do membro afetado com a utilização de órteses (tipóias, muletas, estabilizadores articulares).

• Modificação das atividades de risco e retorno gradual ao esporte sem sintomas e com amplitude de movimento normal.

Enquanto a lesão não estiver, totalmente, recuperada, o esporte ou a atividade, realizada anteriormente à lesão, deverá mudar para que não haja agravamento da condição. Por exemplo: Nadar ao invés de correr.

Medicamentos como gel e pomadas para contusões não costumam ser eficazes nesses casos, uma vez que não conseguem penetrar até as fibras do músculo.

A movimentação do músculo, sempre com a supervisão de um profissional, é importante na recuperação, que leva de três a quatro semanas.

 Retorno a atividade ou ao esporte

O objetivo da reabilitação é que o retorno ao esporte ou à atividade aconteça o mais rápido e seguramente possível. Se o retorno for precoce, existe a possibilidade de piora da lesão, que poderia levar a um dano permanente.

Como cada indivíduo é diferente do outro, a velocidade de recuperação também é. Por isso, o retorno ao esporte será determinado pela recuperação dos músculos da panturrilha, não existindo um protocolo ou um tempo exato para que isto aconteça. Geralmente, quanto mais rápido o médico for consultado após a lesão, mais rápida será a recuperação.


• Possuir total movimento e força da perna lesionada, em comparação a não lesionada.

• Correr em linha reta, sem sentir dor ou mancar.

• Fazer viradas bruscas a 45º, inicialmente a meia velocidade e, posteriormente, a toda velocidade.

• Correr, desenhando no chão o número 8; inicialmente a meia velocidade e, posteriormente, a toda velocidade.

• Fazer viradas bruscas a 90º, inicialmente a meia velocidade e, posteriormente a toda velocidade.

• Pular com ambas as pernas e somente com o lado lesionado sem sentir dor.

Próximo post vamos falar dos exercícios que podem prevenir ou tratar, caso já tenha a lesão.

Fonte de pesquisa:

http://www.clinicadeckers.com.br
http://www.summitmedicalgroup.com

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