Dor na dobra do cotovelo: tratamento
Tratamento
A maioria dos pacientes com epicondilalgia lateral do cotovelo reage bem ao tratamento com fisioterapia.
O tratamento, no caso da lesão se encontrar numa fase aguda, tem como objetivo inicial diminuir a dor, através de:
A maioria dos pacientes com epicondilalgia lateral do cotovelo reage bem ao tratamento com fisioterapia.
Fase aguda
- Descanso: Evite atividades que coloquem pressão sobre o cotovelo ou que exijam o esforço muscular mantido dos músculos extensores do punho.
- Gelo: Aplique uma compressa de gelo na área lesada, colocando uma toalha fina entre o gelo e a pele. Use o gelo por 20 minutos e depois espere pelo menos 2 horas antes de reaplicar.
- Compressão: poderá utilizar uma cotoveleira compressiva específica para reduzir o inchaço e proteger o músculo e tendão de novas agressões em repouso
Repetir esse ciclo por 3 ou 4 dias ou até que a dor desapareça.
Os exercícios de alongamento e força só poderão ser realizados após total desaparecimento da dor, com intensidade baixa no primeiro mês, e progressão gradativa.
Nesta primeira fase, que pode durar entre 2 dias e 2 semanas, deverá ser identificada a origem dos sintomas, e dadas indicações para a correção do movimento que desencadeou a lesão.
Fase Crônica
Numa segunda fase o objetivo principal será recuperar a força e mobilidade completas, as seguintes técnicas poderão ser utilizadas:

- Massagem de mobilização dos tecidos deve começar logo após a primeira fase. À medida que o paciente for recuperando deverá ser introduzida massagem transversal profunda para uma correta cicatrização e reorganização do tecido muscular.
- Alongamento progressivo dos extensores do punho, que deverão ser mantidos por algum tempo depois do final da recuperação.
- Alongue os flexores e extensores do punho diariamente, enfoque uma repetição a mais para os flexores, mantenha a sustentação por 20 segundos e relaxe, realize o alongamento em ausência de dor antes da mobilização articular.
- Mobilização articular: As movimentações livres de punho e dedos ajudam a produzir líquido sinovial e melhorar a nutrição intra-articular. Maitland (2007) relata a necessidade de ganhar e manter os movimentos de deslizamentos entre os ossos para facilitar a amplitude de movimento subseqüente. Realize movimentos circulares com punho de 2 a 5 minutos ou em séries de 2 a 3 vezes com 15-30 repetições. Evite estas condutas durante o processo inflamatório. É necessário estar sem dor para realizá-las. Veja abaixo:
- Fortalecimento muscular dos extensores do punho e dedos, de inicio estático, no entanto, assim que a dor permitir, deverão ser introduzidos exercícios de fortalecimento excêntrico. Os seguintes exercícios são geralmente prescritos durante a reabilitação de uma epicondilalgia lateral do cotovelo. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.
Com o antebraço apoiado, palma da mão para baixo e um peso na mão. Puxe o peso para cima. Mantenha a posição durante 8 segundos. Desça lentamente para a posição inicial.
Com o antebraço apoiado, palma da mão para baixo e um peso na mão. Puxe o peso para cima. Mantenha a posição durante 8 segundos. Desça lentamente para a posição inicial. Repita 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.
Aperte uma bola de tênis utilizando os cinco dedos da mão. Mantenha a contração muscular por 3 segundos. Repita o exercício até começar a sentir os músculos levemente cansados.
Sentado, apoie o antebraço em sua coxa. Segure um peso com a palma da mão voltada para cima. Lentamente, gire o antebraço para dentro. Este é o movimento de pronação do antebraço. Mantenha por 3 segundos.
Se os sintomas não aliviarem após 6-12 meses de tratamento conservador, a cirurgia poderá ser recomendada. A maioria dos procedimentos cirúrgicos para epicondilalgia, envolvem a remoção da parte de músculo lesada e reinserção da parte muscular saudável no osso.
O objetivo da reabilitação é que o retorno do individuo ao esporte ou à atividade aconteça o mais breve e seguramente possível. O retorno precoce poderá agravar a lesão, o que pode levar a um dano permanente. Todos se recuperam de lesões em velocidades diferentes e, por isso, para retornar ao esporte ou à atividade, não existe um tempo exato, mas quanto antes o médico for consultado, melhor.
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