Corredores: otimização da Performance sem lesões,

Post completamente atualizado em Novembro 2015!!!!


Hoje vamos falar mais um pouco da corrida natural que está causando uma revolução no esporte, principalmente para os corredores.

O método é explicado detalhadamente pelo professor da Universidade de Harvard, Daniel Lieberman, especialista em biomecânica do 
pé.

Ele explica a técnica após avaliar diferentes tipos de biomecânica do pé associado a corrida e qual a mais eficiente.


No vídeo abaixo, o Professor Daniel Lieberman, mostra a biomecânica do pé no momento do impacto com o solo durante a corrida. Mostra detalhadamente que o pé ao tocar o solo com o calcanhar resulta num processo de vibração excessiva que se propaga para a parte superior do pé e perna, sendo mais susceptível a lesões. Ele ainda sugere que talvez o nosso calçado moderno com a grande absorção de choque no retropé incentiva o excesso de carga no calcanhar, o que não é ideal.


Segundo ele, o contato com o solo, durante a corrida na fase de apoio, deve se dar pelo meio do pé distribuindo assim a vibração pelo pé (dedos e calcanhar) e tornado a propulsão mais eficaz.

Particularmente, apliquei a técnica em alguns corredores que atendo. Um grande número deles já fizeram ou estão em processo de mudança de carga. Muitos responderam que se sentem mais leves para correr e realatam dminuição de incidência de lesão e dor muscular após a corrida. 

Porém, alguns atletas de corrida, com lesões anteriores não tratadas devidamente (entorse de tornozelo, pós operatório de joelho), apresentam  muita dor na região do tornozelo e panturrilha, devido à mudança na carga.

É provável que não haja uma execução ideal do estilo ou técnica de corrida que se adapte a todos, porque todos nós temos nossos pontos fortes e fracos. 

É provável, contudo, que uma técnica que exacerba o calcanhar durante a corrida é menos eficiente e, talvez, portanto, mais propenso a lesões. Isto é devido ao centro de gravidade do corpo de massa estar por trás da força de reação do solo em contato com o calcanhar, que essencialmente nos desacelera e resulta em maior gasto de energia para a propulsão para a frente. 

Se os nossos centro de gravidade está acima ou na frente do pé no momento do impacto, então usamos menos energia e há menos "choque de absorção".

Idealmente, como faço com os corredores que trabalho, cada atleta deve ser filmado de frente e de lado para avaliar sua técnica durante a corrida, apoio e posição do pé. Você pode se surpreender que você vê. 


Feliz corrida!

PS: o vídeo está em inglês, qualquer dúvida pode entrar em contato.

Comentários

  1. Dessa maneira Rosana percebo que não há problema se eu corro com a parte da frente do pé. Há muito vinha observando nos corredores de elite que de fato eles não pisavam com a parte de trás do pé, com o calcanhar e sim com a ponta.
    Mas se estou de tênis isso pode vir a causar algum problema?

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  2. OI Dart,

    Excelente ponto!

    Todos atletas que eu re-treinei a pisada foram àqueles COM EXCESSO DE CARGA NO CALCANHAR NA FASE DE IMPACTO. Caso o atleta tenha uma ótima pisada(carga na parte medio-ant do pé) não há necessário.

    OU seja, o seu caso,e de todos que treinam da mesma forma,é considerada a pisada IDEAL,mesmo com o tênis.

    O não uso do tênis ou o five fingers são indicados ,exclusivamente, para re-treinar o atleta com excesso de carga no tornozelo e que não tenha uma boa biomecânica durante a corrida.

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